VOCÊ JÁ TEM UM ADVOGADO?

Por Edson Mesquita

 

“Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo. Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos pecados de todo o mundo” (I João 2:1-2).

O fato de reconhecermos nossos pecados e concordarmos que é impossível não pecar não significa que vamos nos entregar a eles – “… Escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem”. Cair é diferente de andar no pecado! Quem anda na luz (Deus) não é mais dominado pelo pecado, embora possa cair nele; enquanto que, quem anda nas trevas, anda na prática do pecado de maneira natural, sem nenhum constrangimento.

João continua: “… Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai…”. Se acontecer de alguém, eventualmente, cair no pecado, temos quem nos defenda. A palavra “intercessor” é tradução do grego “paracleto”, que significa “advogado”, “alguém que se coloca ao lado para ajudar”. Jesus usou esta palavra para Se referir ao Espírito Santo, que seria enviado ao mundo – “Se eu não for, o Conselheiro (paracleto) não virá para vocês… Quando ele vier convencerá o mundo do pecado,…” (João 16:7-8). Então, a mesma Pessoa que nos convence também nos defende! Acusar é diferente de convencer. Nosso adversário nos acusa dos pecados, mas o Espírito nos convence dos pecados e Jesus nos defende.

Ao nos acusar, Satanás quer nos fazer acreditar de que não fomos realmente transformados, principalmente quando caímos nos mesmos pecados. Infelizmente, muitos dão ouvidos às acusações e atraem sobre si o peso da culpa; por isso, ou desistem da fé, ou tentam, de forma inconsciente, compensar seus erros praticando boas obras e uma intensa religiosidade.

Mas o Espírito Santo não nos acusa, Ele nos convence. Quem anda na luz (Deus) tem sua alma escancarada e, portanto, enxerga o seu pecado e, sabe que é culpado; no entanto, não carrega o peso da culpa porque, ao mesmo tempo contempla o Advogado, que o defende, pois a dívida já foi paga por Ele mesmo!

O entendimento da graça é este: ter a consciência da culpa, e, ao mesmo tempo, a consciência do perdão, que nos isenta da culpa. Não converse com o acusador! Quando ele vier lhe acusar, mande-o falar com seu Advogado. E você, fale apenas com o Justo; confesse, reconheça que pecou e seja perdoado. Não carregue mais o peso da culpa!

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