UM AMOR DIFERENTE

Por Edson Mesquita

 

“Amados, não lhes escrevo um mandamento novo, mas um mandamento antigo, que vocês têm desde o princípio: a mensagem que ouviram. No entanto, o que lhes escrevo é um mandamento novo, o qual é verdadeiro nele e em vocês, pois as trevas estão se dissipando e já brilha a verdadeira luz” (I João 2:7-8).

João estava se referindo ao mandamento do amor, como está claro nos versículos anteriores. E este mandamento era antigo, ou seja, era parte da Lei do Antigo Testamento  – “… Ame cada um o seu próximo como a si mesmo” (Levítico 19:18). No entanto, um novo padrão de amor estava vindo à luz, pois um novo tempo estava sendo inaugurado – “… as trevas estão se dissipando e já brilha a verdadeira luz”.

Jesus veio dar um recomeço à história da humanidade, estabelecendo um padrão de pensamento diferenciado e uma nova proposta de vida bem mais excelente. Amar ao próximo como a si mesmo era de uma nobreza incrível e estabelecia um padrão de altíssimo nível, porém, ainda limitado, pois a referência era “eu” – “… como a si mesmo”.  Ou seja, a mesma medida de amor que tenho por mim, devo ter pelos outros. Por exemplo, se eu compro uma boa roupa para meu uso, devo dar aos outros o mesmo padrão; se eu compro uma boa marca de café para a minha casa, devo dar a mesma marca para montar uma cesta básica!

A proposta de Jesus, no entanto, era outra. Ele disse: “Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros” (João 13:34). Qual é o novo mandamento, então? “… Como eu os amei”. Agora Ele é a referência. Ele nos amou mais do que a Ele mesmo, pois deu Sua vida por nós!

Isso é uma agressão à lógica humana; afinal, onde fica o nosso senso de autopreservação? No entanto, foi esse padrão de amor que desencadeou uma verdadeira revolução no mundo a partir do evangelho. É um amor descomunal!

João Batista pregava dizendo: “Quem tem duas túnicas dê uma a quem não tem nenhuma; e quem tem comida faça o mesmo” (Lucas 3:11). Mas o ensino de Jesus propõe um despojamento ainda maior: “… Façam o bem aos que os odeiam, abençoem os que os amaldiçoam, orem por aqueles que os maltratam… Se alguém lhe tirar a capa, não o impeça de tirar-lhe a túnica… e se alguém tirar o que pertence a você, não lhe exija que devolva” (Lucas 6:27-30). Será isso possível a pecadores como nós? Sim, é possível, desde que o nosso ego ceda espaço ao Amor encarnado (Jesus) em nosso interior!

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