FUGIR DE DEUS, OU FUGIR PARA DEUS?

Por Edson Mesquita

“Todo aquele que pratica o pecado transgride a lei; de fato, o pecado é a transgressão da lei. Vocês sabem que ele se manifestou para tirar os nossos pecados, e nele não há pecado. Todo aquele que nele permanece não está no pecado. Todo aquele que está no pecado não o viu nem o conheceu” (I João 3:4-6).

É óbvio que João não está falando de impecabilidade, pois anteriormente, na mesma carta, diz: “Se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamos a nós mesmos, e a verdade não está em nós” (1:8). Trata-se de andar na prática constante do pecado. Quem ainda anda (está dominado) no pecado, é porque ainda não O viu nem O conheceu.

Quem é nascido de Deus não anda na prática do pecado, não porque não pode, mas porque não quer. O pecado é um mal que causamos a nós mesmos, não a Deus. Embora a inclinação para o pecado permaneça, quem tem a consciência de que o salário do pecado é a morte (Romanos 6:23), obviamente não vai querer ser dominado por ele!

João afirma: “Todo aquele que nele permanece não está no pecado” (v 6). A atitude correta está, portanto, em permanecer nEle, e não fugir do pecado. Quanto mais perto de Jesus, mais longe do pecado! Muitos cristãos, por não entenderem a graça, tentam se aproximar de Deus fugindo do pecado. Mas a graça opera ao contrário: ela nos permite achegar a Deus incondicionalmente, cheios de pecados, e então Ele nos acolhe, perdoa, purifica, e nos mantém longe do pecado.

A reação de Adão e Eva, de fugirem e se esconderem de Deus quando pecaram, é a tendência de todos nós. É falta de revelação da graça! O pecado é, na verdade, o grande motivo para nos aproximarmos de Deus e não para nos afastarmos dEle. Jesus disse: “Eu não vim chamar justos, mas pecadores ao arrependimento” (Lucas 5:32). A raiz do problema da humanidade é o Pecado, com letra maiúscula, que é a distância e a independência de Deus. Por isso, se erramos e fugimos de Deus, pioramos as coisas!

No passado, eu tinha uma dificuldade enorme para encarar Deus toda vez que caía em algum pecado. Sentia como se tivesse que me recuperar, melhorar o meu desempenho para que Ele não ficasse mais aborrecido comigo, e então me tornar digno de me aproximar novamente. Mas, à medida que fui entendendo a graça, descobri que Deus é bem “resolvido” para não ficar magoado comigo. Ele já me perdoou antes mesmo de eu pecar. O problema estava em mim, não nEle. Parei de tentar impressioná-Lo. Descobri que quando erro, é muito melhor correr para Deus do que correr de Deus.

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