AME AS PEDRAS!

Por Edson Mesquita

 

Meus irmãos, não se admirem se o mundo os odeia. Sabemos que já passamos da morte para a vida porque amamos nossos irmãos. Quem não ama permanece na morte. Quem odeia seu irmão é assassino, e vocês sabem que nenhum assassino tem a vida eterna em si mesmo” (I João 3:13-15).

É natural, segundo João, que sejamos odiados pelos que não passaram da morte para a vida. Vida e morte são antagônicas, como luz e escuridão. Ele diz: “… Não se admirem se o mundo os odeia”. Ou seja, não deveríamos esperar ser amados pelos que ainda têm a natureza de Caim. Se Cristo, o nosso Mestre, foi odiado pelo mundo, como poderíamos esperar tratamento melhor? E mais, por que ficaríamos amargurados? Eles nos odeiam, mas nós os amamos, porque já passamos da morte para a vida!

Na sequência João afirma: “… Quem não ama permanece na morte”. Os que são odiados e devolvem com a mesma moeda deixam claro que não passaram da morte para a vida, pois “… Quem odeia seu irmão é assassino, e nenhum assassino tem a vida eterna”.

A maior prova para todo cristão é amar sem ser amado; pior ainda, sendo odiado. Nosso propósito é ganhar o mundo, só que este mundo nos odeia. E para ganhar é preciso amar. Amar é fazer o bem a quem nos odeia, é orar pelos que nos maltratam, é abençoar os que nos amaldiçoam, é bendizer os que nos maldizem… Jesus disse: “Que mérito vocês terão se amarem aos que os amam?… E que mérito terão, se fizerem o bem àqueles que são bons para com vocês?” (Lucas 6:32-33).

Logo que nos casamos, descobrimos que o dono do terreno ao lado era um encrenqueiro. Ele fez a terraplanagem para construir e empurrou duas pedras enormes para dentro do nosso terreno, nos fundos da casa. Fiquei irado! Pouco tempo depois ele mandou construir um muro bem alto. Certo dia, eu estava olhando para aquelas pedras, indignado, planejando como fazer para jogá-las de volta, quando Deus me falou: “ame essas pedras!”. Sabe que eu não tinha pensado nisso? Mudei meu pensamento, e comecei, então, a imaginar como elas poderiam embelezar o meu quintal.

Tempos depois, o vizinho construiu a casa e foi morar lá, mas continuou nos hostilizando. Nós, porém, decidimos amá-los. Certo dia, por ocasião do aniversário da nossa filha mais velha, eu e minha esposa decidimos ir à casa deles para levar alguns pedaços de bolo e torta. Quando batemos à porta, eles ficaram surpresos. Foi visível o constrangimento, mas nos receberam com carinho. Resumindo, ganhamos o coração deles! Até nos mudarmos daquela casa, as duas pedras ficaram lá sobrepostas, dando uma graça toda especial ao jardim, como um lindo monumento ao amor!

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