FALAR É FÁCIL…!

Por Edson Mesquita

 

“Nisto conhecemos o que é o amor: Jesus Cristo deu a sua vida por nós, e devemos dar a nossa vida por nossos irmãos. Se alguém tiver recursos materiais e, vendo seu irmão em necessidade, não se compadecer dele, como pode permanecer nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade” (I João 3:16-18).

Falar é fácil, difícil é fazer! Nos tempos de Jesus os gregos se ocupavam da oratória, a arte de falar em público. A composição e apresentação de discursos era considerada uma importante habilidade na vida pública. Mas Jesus, embora fosse o maior orador da história, não colocou Seu foco no discurso. Deus não apenas falou, Ele fez – “No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus… Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós…” (João 1:1, 14). A Palavra tomou forma prática, a ponto de Se materializar!

Somos a sociedade dos belos discursos; e a igreja das atraentes pregações. Vemos tanta vaidade do pensamento e exibicionismo de palavras nos meios acadêmico, religioso, político, midiático…! Os que muito falam e pouco ou nada fazem são admirados. Falar bonito e politicamente correto vale mais do que o caráter e o esforço para mudar uma realidade decadente. Se Jesus tivesse ficado dentro dos templos e das sinagogas fazendo discursos para afagar o ego dos religiosos certamente não teria sido crucificado!

Amar é fazer, e não falar. Há uma lógica simples nesse comportamento: se Jesus, sendo nosso Mestre, deu Sua vida por nós, então nós, Seus seguidores, faremos o mesmo por nossos irmãos! Se estivéssemos prontos a dar a própria vida por nossos irmãos, sobraria espaço para inveja, divisão, orgulho, fofoca, amargura, traição, competição…? Haveria entre nós pessoas sofrendo necessidades, sem ter o que comer ou vestir, sem teto, cuidado, proteção e afeto?

A forte prova da nossa salvação é o amor! Quem está pronto dar a própria vida não tem mais limite de entrega. João Batista disse: “Quem tem duas túnicas dê uma a quem não tem nenhuma; e quem tem comida faça o mesmo” (Lucas 3:11). Repartir é “partir novamente”, em duas partes iguais, e não dar uma pequena parte daquilo que sobra.

O amor de Deus contrasta com o amor do mundo. Este é centrado no prazer próprio, portanto falso e mentiroso. O de Cristo se distingue porque é sacrificial, dá a própria vida. Esta é a revolução do amor!

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