ACREDITAR, OU CRER?

Por Edson Luiz Mesquita

“Este é o seu mandamento: Que creiamos no nome de seu Filho Jesus Cristo e que nos amemos uns aos outros, como ele nos ordenou. Os que obedecem aos seus mandamentos nele permanecem, e ele neles. Do seguinte modo sabemos que ele permanece em nós: pelo Espírito que nos deu” (I João 3:23-24).

Dois mandamentos se complementam: crer em Jesus e amar o próximo. Ninguém pode afirmar que de fato crê se não amar. O amor uns aos outros é a evidência da fé em Jesus. Sim, porque crer não é o mesmo que acreditar. Tiago diz: “Você crê que existe um só Deus? Muito bem! Até mesmo os demônios crêem e tremem!” (Tiago 2:19). E no mesmo contexto ele diz: “… A fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta” (Tiago 2:17).

João afirma: “… Os que obedecem aos seus mandamentos nele permanecem, e ele neles”. Ele está se referindo aos mandamentos “crer” e “amar”. A conexão com Jesus não acontece por muito estudar a Bíblia ou orar. Essas disciplinas são extremamente importantes, mas as escrituras não nos foram dadas para estudar, e sim para praticar. Ao mesmo tempo, nossa oração de fé está relacionada ao quanto estamos dispostos a agir em favor da resposta a ela. Ou seja, se a minha prática não estiver em sintonia com a minha oração, ela não é com fé. E Tiago diz aos que oram sem fé: “… Não pense que tal pessoa receberá coisa alguma do Senhor” (Tiago 1:6-7).

A indiferença e a desobediência anulam e matam a nossa fé! A fé viva é alimentada com a prática do amor. Não é verdade que os que nada fazem em favor do próximo em pouco tempo esfriam na fé? Assim, fé e obras se retroalimentam. Quanto mais eu pratico o amor, mais fé eu tenho; e quanto mais fé eu tenho, mais eu pratico o amor!

Deixe-me explicar como essa lógica funciona: Quando exerço compaixão em favor do próximo para ajudá-lo em suas dificuldades, sou impelido a buscar recurso em Deus pela oração e pela palavra; então eu cresço na fé. Se nada faço, não tenho motivos para buscá-Lo. Um agricultor, por exemplo, espera ansiosamente pela chuva. Por quê? Porque planta. Mas o homem urbano, que não planta, nem se importa com ela; aliás, para ele, a chuva é até mesmo um incômodo! Pense neste paralelo com o mundo espiritual. Na Bíblia, chuva representa o Espírito Santo. Ele só vem para quem precisa, quem semeia, quem se doa pelos outros, quem se esvazia para ser cheio dEle – “Do seguinte modo sabemos que ele permanece em nós: pelo Espírito que nos deu”.  

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