AMOR E VERDADE, QUASE SINÔNIMOS!

Por Edson Mesquita

 

“O presbítero à senhora eleita e aos seus filhos, a quem amo na verdade, – e não apenas eu os amo, mas também todos os que conhecem a verdade – por causa da verdade que permanece em nós e estará conosco para sempre. A graça, a misericórdia e a paz da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo, seu Filho, estarão conosco em verdade e em amor” (II João 1-3).

O apóstolo João se apresenta como presbítero, alguém que lidera o rebanho de Deus com responsabilidade, não de cima para baixo, mas com amor e exemplo. Não se sabe ao certo a quem João estava se referindo por “senhora eleita”. Pode ser uma mulher cristã não conhecida, ou pode estar se referindo à Igreja de forma figurada, como esposa de Cristo. Seja o que for, o amor e a verdade têm forte ênfase no início desta carta. A palavra “verdade” aparece quatro vezes, e “amor” três vezes nessa introdução! 

Percebe-se o quanto João ama seus filhos espirituais. Mas é um amor baseado na verdade. O apóstolo Paulo diz que devemos seguir a verdade em amor (Efésios 4:15). Verdade e amor andam em plena conexão e harmonia. Quem ama, anda na verdade; e quem anda na verdade, ama. Se amamos uma pessoa, vamos falar a verdade para ela sempre, pois não queremos enganá-la. É por isso que João diz: “… Se andarmos na luz, como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros…” (I João 1:7). Andar na luz é ser verdadeiro, honesto, transparente, não esconder nada…

A Bíblia diz: “Não mintam uns aos outros, visto que vocês já se despiram do velho homem…” (Cl 3:9). Mentimos quando omitimos nossos sentimentos, quando fazemos vistas grossas às falhas do irmão fazendo de conta que está tudo bem, quando não confrontamos com a desculpa de evitar conflitos, enfim, quando escondemos a verdade. 

Por exemplo, se num grupo pequeno um irmão sempre monopoliza a reunião falando o tempo todo, e todos ficam irritados, mas ninguém diz nada, isso não é amor. Como ele vai mudar se ninguém confrontá-lo? Permanecer na zona de conforto (“não quero me incomodar!”) é ser conivente com as deficiências de caráter no corpo de Cristo. 

Jesus disse que antes de tentar tirar o cisco do olho do irmão, devemos tirar a trave do nosso. Mas, depois de tirar a trave, devemos, sim, ajudar nosso irmão a tirar o cisco (Mateus 7:3-5). Quando há amor não precisamos ter medo de falar e de ouvir a verdade. Porque quem ama é humilde, coloca-se como servo, se faz menor. Quem confronta e fala a verdade é porque realmente ama, e se importa com seu irmão!

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