UMA RECEITA DE ALEGRIA COMPLETA

Por Edson Mesquita

 

“Tenho muito que lhes escrever, mas não é o meu propósito fazê-lo com papel e tinta. Em vez disso, espero visitá-los e falar com vocês face a face, para que a nossa alegria seja completa. Os filhos da sua irmã eleita lhe enviam saudações” (II João 1:12-13).   

João estava escrevendo às Igrejas na intenção de alertá-las acerca das heresias, no entanto, o assunto não havia se esgotado – “Tenho muito que lhes escrever…”. Mas o apóstolo queria vê-los pessoalmente – “… Espero visitá-los e falar com vocês face a face…”. Ele valorizava os relacionamentos; sabia que jamais uma carta poderia substituir o contato pessoal, mesmo porque um dos assuntos da carta era a “comunhão”.

Jesus nada escreveu. Por que será? Talvez porque Ele, a Palavra, era o Livro que virou gente! Seu foco estava no relacionamento. Evangelho é relacionamento. Que bom que hoje podemos contar com a tecnologia da informação, no entanto, nada pode substituir o relacionamento, a comunhão entre as pessoas!

Igreja é um ambiente de relacionamento face a face, não virtual. Propagar a palavra através dos múltiplos meios de comunicação é excelente, mas a prática dela só se dá por meio do toque, do olhar, dos ouvidos, do ombro… Foi o que Jesus fez. É através do toque que as virtudes de Deus fluem através de nós. Quando estamos frente a frente, nossas posturas faciais e corporais fazem toda a diferença.

A sociedade vive uma profunda crise de identidade. O meio virtual é um mundo paralelo, irreal, onde as pessoas projetam aquilo que gostariam de ser, escondendo sua real identidade. Através das redes sociais elas expõem o que lhes convém na intenção de fazer aparecer somente suas qualidades e bons momentos. Porém, só se conhece uma pessoa na convivência, no relacionamento face a face, e isso nunca vai mudar. 

Assisti recentemente a uma reportagem sobre um relacionamento virtual. O rapaz se relacionou com uma jovem por dois anos usando a foto de perfil falsa (de um galã, claro!). A jovem procurou ajuda de uma equipe especializada na intenção de localizá-lo. Quando o encontrou, teve um choque! Ao ser perguntado por que fizera isso, o rapaz respondeu: “eu queria ser amado; ninguém olha para mim”. Pura ilusão. O desfecho foi pior. A dor da rejeição foi muito maior. A alegria se foi. 

“… Para que a nossa alegria seja completa”nossa alegria só é completa quando há convivência e integridade; quando olhamos nos olhos, quando tocamos, abraçamos, expressamos carinho, liberamos palavras de vida e até confrontamos em amor!

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