NÃO IMITE O QUE É MAU

Por Edson Mesquita

 

“Amado, não imite o que é mau, mas sim o que é bom. Aquele que faz o bem é de Deus; aquele que faz o mal não viu a Deus. Quanto a Demétrio, todos falam bem dele, e a própria verdade testemunha a seu favor. Nós também testemunhamos, e você sabe que o nosso testemunho é verdadeiro” (III João 11:1-12).

Gaio, a quem a Carta fora escrita, não deveria seguir o mau exemplo de Diótrefes, que queria exercer domínio sobre a igreja. Demétrio, por outro lado, era bom exemplo; todos falavam bem dele. Não se sabe quem era Demétrio; apenas foi mencionado aqui como alguém de boa reputação, e digno de ser imitado. 

O inconsciente coletivo é naturalmente influenciado por pessoas de referência, especialmente as que têm forte personalidade e poder de persuasão. Filhos espirituais sempre imitam os irmãos mais velhos na fé. Porém, a exortação é: “Imite o que é bom”. Somos imperfeitos; o que é bom deve ser imitado, e não as falhas! 

Eu conheço muitas pessoas que, ao invés de progredirem, pioraram. Começaram bem na caminhada com Jesus, mas, depois de um tempo, por incrível que pareça, conseguiram piorar em vez de melhorar! Eram apaixonadas por Jesus; honravam seus líderes e sua comunidade local, mas perderam a pureza! Permitiram que a malícia entrasse em seus corações, envolveram-se com más companhias (dentro da Igreja!). Paulo adverte: “… Sede meninos na malícia e adultos no entendimento” (I Co 14:20); “Não se deixem enganar: As más companhias corrompem os bons costumes” (I Co 15:33). 

Frequentemente acontece que novos convertidos são vítimas das más referências. Eles chegam entusiasmados, cheios de sonhos e planos, dispostos a obedecer Jesus; mas começam a observar o descompromisso dos mais velhos. O registro que fica no inconsciente é: “Não preciso ser assim tão comprometido, posso ir mais devagar”. Então, eles retrocedem, em vez de evoluir na fé. Paulo diz: “Tornem-se meus imitadores, como eu o sou de Cristo” (I Co 11:1). Naquela época o discipulado era por modelo; eles não tinham Bíblias para tomar como referência. Talvez, por terem poucas cópias da Bíblia havia muitas cópias de Cristo, em contraste com o tempo presente, onde temos muitas cópias da Bíblia mas nem tantas cópias de Cristo!

“… Como eu o sou de Cristo”. O critério, portanto, para imitar alguém é sempre Cristo. Ele é a referência – “… Não imite o que é mau, mas sim o que é bom”. Viva de tal maneira que você possa dizer: “Seja meu imitador, assim como eu o sou de Cristo”!

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