JESUS É SUFICIENTE?

Por Edson Mesquita

“O irmão de condição humilde deve orgulhar-se quando estiver em elevada posição. E o rico deve orgulhar-se caso passe a viver em condição humilde, porque o rico passará como a flor do campo. Pois o sol se levanta, traz o calor e seca a planta; cai então a sua flor, e a sua beleza é destruída. Da mesma forma, o rico murchará em meio aos seus afazeres” (Tiago 1:9-11).

Tiago não está fazendo uma apologia à pobreza, muito menos condenando os que são ricos. Sempre existiu e existirão os mais pobres e os mais ricos. Qualquer ideologia que tenta estabelecer o igualitarismo (diferente de igualdade) está ferindo princípios, principalmente o da individualidade. 

A ênfase do texto está na importância de valorizarmos a verdadeira riqueza, a eterna. O irmão que é humilde, do ponto de vista material, deve se sentir honrado e feliz pela sua elevada posição espiritual. E o irmão que é rico em bens materiais, deve ter consciência de que suas riquezas terrenas nada valem em comparação com as espirituais; sendo estas o real motivo de se orgulhar. Como o contexto está tratando de provações em meio à perseguição, é possível que Tiago se referia aos cristãos ricos que, por causa da perseguição, poderiam até perder suas riquezas, porquanto muitos, na época, tinham seus bens confiscados. A verdade é que nem a pobreza nem a riqueza devem determinar o motivo da nossa alegria ou bem estar. 

Vivemos num tempo de grande fartura de recursos e de facilidades tecnológicas que nos trazem conforto. Temos planos de saúde, seguros, ofertas de crédito, farmácias e remédios bem acessíveis, médicos, psicólogos, psiquiatras… Os cristãos têm liberdade religiosa, leis que os protegem, direitos constitucionais, como também uma gama imensa de recursos materiais para fazer a “obra de Deus”. Mas, se tivéssemos apenas Jesus, como os cristãos primitivos? Pedro disse ao aleijado de nascença que estava pedindo esmolas na porta do templo: “Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isto lhe dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, ande” (Atos 3:6). Será que a abundância de prata e ouro não se tornaram um impedimento ao mover do Espírito? 

Tiago nos lembra da nossa finitude, de que somos como a flor do campo, que murcha e tem sua beleza destruída pelo calor do sol. Quem tem muitos recursos é tentado a se comportar como se nunca fosse morrer, ou pensar que pode comprar a saúde e a própria vida. Porém, começamos a morrer no dia em que nascemos! É pura insanidade colocar a confiança no que é efêmero. Por maior que seja a idade, se comparada à eternidade, é nada; porque todo número dividido por infinito é igual a zero!

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