O MAL NÃO ESTÁ FORA, MAS DENTRO

Por Edson Mesquita

“Quando alguém for tentado, jamais deverá dizer: ‘Estou sendo tentado por Deus’. Pois Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta. Cada um, porém, é tentado pelo próprio mau desejo, sendo por este arrastado e seduzido. Então esse desejo, tendo concebido, dá à luz o pecado, e o pecado, após consumado, gera a morte” (Tiago 1:13-15).

Tiago deixa claro que o mal está dentro de nós, em nossa natureza caída e pecaminosa. Quando renascemos em Cristo, recebemos em nosso espírito o Espírito Santo, que é a natureza divina, a vontade de Deus, mas continuamos com nossa vontade própria, que é sempre contrária à vontade de Deus.

Existe uma filosofia baseada no pensamento de Jean-Jacques Rousseau que diz: “O ser humano nasce bom, mas a sociedade o corrompe”. Isso, no entanto, contradiz o conceito bíblico, porquanto o pecado entrou na raça humana através de Adão: “… Da mesma forma como o pecado entrou no mundo por um homem, e pelo pecado a morte, assim também a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram” (Romanos 5:12). 

Jesus sempre ensinou que o evangelho atua de dentro para fora, porque o mal está dentro. Certa vez, quando alguns fariseus perguntaram por que Ele e Seus discípulos não lavavam as mãos antes de comer, Ele respondeu: “O que entra pela boca não torna o homem ‘impuro’; mas o que sai de sua boca, isto o torna ‘impuro’ (…) As coisas que saem da boca vêm do coração, e são essas que tornam o homem ‘impuro’ (Mateus 15:11, 18).

O mau desejo (cobiça, desejo desenfreado de prazeres) está em nossa natureza, mas permanece neutro, não pode produzir pecados por si só, assim como o óvulo e o espermatozóide não podem conceber isoladamente. Quando circunstâncias (conflitos, oportunidades, imagens, palavras, coisas, pessoas) influenciam a alma (vontades, sentimentos, pensamentos e emoções), então o mau desejo entra em operação e o pecado é concebido; depois ele vem à luz, depois é consumado, depois gera a morte. Satanás apenas monta o cenário. Para ilustrar, segue a fábula “O Demônio e o Burro”:

Um burro estava amarrado a uma árvore. O demônio veio e o soltou. O burro entrou na horta do camponês vizinho e começou a comer tudo. A mulher do dono da horta, quando viu aquilo, pegou o rifle e matou o burro. O dono do burro viu o burro morto, ficou enraivecido, e também pegou seu rifle e atirou contra a mulher. Ao voltar para a casa, o camponês encontrou a mulher morta e matou o dono do burro. Os filhos do dono do burro, ao ver o pai morto, queimaram a fazenda do camponês. O camponês, em represália, os matou. Daí, um anjo vendo tudo aquilo, foi ao demônio e disse: “Viu o que você fez?” Mas o demônio respondeu: “Eu não fiz nada. Só soltei o burro”.

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